terça-feira, 12 de agosto de 2014

Cristãos em Jerusalém Querem Que os Judeus Parem de Escarrar Neles...

Há algumas semanas atrás, um clérigo Ortodoxo Grego, já senhor, em Israel compareceu em um encontro em um escritório governamental na área de Givat Shaul de Jerusalém. Quando ele retornou ao seu veículo, um homem já idoso vestindo um Solidéu se aproximou e bateu no vidro. Quando o clérigo abaixou o seu vidro, um transeunte escarrou em seu rosto.


O clérigo preferiu não registrar uma queixa com a polícia e disse a um chegado, que ele já estava acostumado a ser escarrado por Judeus. Muitos clérigos de Jerusalém estão sujeitos a abusos deste tipo. Na maioria das vezes, eles ignoram essas coisas, mas algumas vezes não é possível ignorar.
No domingo, uma querela ocorreu quando um estudante de Yeshiva escarrou na cruz sendo carregada por um Arcebispo Armênio durante uma procissão perto do Santo Sepulcro, próximo a Cidade Velha. A cruz do Século 17 do Arcebispo foi quebrada durante a contenda e o mesmo estapeou o estudante de Yeshiva.
Ambos foram questionados pela Polícia e o estudante de Yeshiva será levado a julgamento. A Corte do Distrito de Jerusalém por enquanto proibiu o estudante de aproximar-se da Cidade Velha por um período de 75 dias.
Mas os Armênios estão longe de estarem satisfeitos pelas ações da Polícia, e dizem que este tipo de situação tem acontecido por anos a fio. O Arcebispo Nourhan Manougian diz que ele espera alguma posição do Ministério de Educação.

Quando acontece algum ataque contra Judeus em algum lugar do mundo, o governo de Israel é atiçado, então porque quando a nossa religião e nosso orgulho são feridos, porque não tomam medidas mais severas?” ele questiona.

De acordo com Daniel Rossing, ex-conselheiro do Ministério de Relações Religiosas nos assuntos Cristãos, e diretor de um Centro para Diálogo Cristãos-Judeus, justamente onde tem havido um aumento nestes tipos de incidentes, “
como parte de uma atmosfera carente de tolerância no país.
Rossing diz que há características em comum no ponto de vista do tempo e o local dos incidents. Ele aponta o fato de que há mais incidentes em áreas onde Judeus e Cristãos frequentam, tais como os bairros Judeus e Armênios da Cidade Velha e o Portão de Jaffa.
Há um número elevado em certos períodos do ano, tais como a festa do Purim. “Eu conheço Cristãos que se trancam em casa durante a festa do Purim inteira,” ele diz.
O ex-conselheiro do Prefeito das relações Cristãs, Shmuel Evyatar, descreve essa situação como “uma grande desgraça.” Ele diz que muitos dos instigadores são estudantes de Yeshiva da Cidade Velha que veêm a religião Cristã como desdém.

"Estou certo de que o fernômeno terminaria assim que os Rabinos e conhecidos educadores denunciem. Em prática, Rabinos de Yeshiva ignoram ou até mesmo encorajam," ele diz.
Evyatar diz que ele mesmo foi escarrado enquanto andava com um Bispo Sérvio no bairro Judeu, perto de sua casa.
Um grupo de estudantes de Yeshiva escarrou em nós e seu mestre simplesmente ficou plantado assistindo.

Oficiais do Município de Jerusalém disseram que estão cientes do problema, mas eles tem de resolver isso com a Polícia. Shmuel Ben-Ruby, o porta-voz da Polícia, disse que ele só obteve duas reclamações de Cristãos no espaço de tempo de dois anos. Ele disse que, em ambos os casos, os perpetradores foram pegos e punidos.
Ele disse que a Polícia implantou um número excessivamente elevado de patrulhas e tecnologias especiais na Cidade Velha e seus arredores, em uma tentativa de manter a ordem.

Traduzido de: HAARETZ

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Jesus Afirmou Ser Deus?

Só seria necessário uma única passagem, ou no máximo um capítulo para derrubar por completo esta afirmação irresponsável que algumas doutrinas fazem.

Eu só posso mesmo lamentar a forma como conduziram o rebanho a acreditar em tal coisa.


Mas será que Jesus alguma vez afirmou tal coisa?

Há exemplos de que ele rejeitaria tal idéia de forma irrefutável.

Tendo como exemplo Davi, ele dá um belo 'check-mate' nos Fariseus, tanto que é ressaltado:



E ninguém podia responder-lhe uma palavra; nem desde aquele dia ousou mais alguém interrogá-lo.
Mateus 22:46

Como ele conseguiu calar os 'Doutores da Lei'?

Primeiro ele pergunta aos Fariseus:


Que pensais vós do Cristo? De quem é filho? Eles disseram-lhe: De Davi.
Mateus 22:42


O que os Judeus tem a dizer disso, mesmo hoje?!

Então é cabível de acordo com a tradição, o Messias, que irá construir o Terceiro Templo, será de uma dinastia de Daví. Hoje, Judeus rezam diariamente pela vinda do "Messias, Filho de Daví".

Jewish Virtual Library - King David 


Agora, aqui é preciso se lembrar que Davi foi sempre apresentando como Filho de Deus, O Mais Querido. 


De repente, tal posição ganhou tanta importância entre os Fariseus que eles distorceram de tal modo que ele tomou o lugar de Deus. Isto é, o servo, o Cristo não seria Filho de Deus, mas de uma figura terrena seguindo uma linha puramente sanguínea.

Mas Jesus tinha dito que:

O maior dentre vós será vosso servo.

Mateus 23:11



Eles pegaram o Maior, dinastia Real, e colocaram o restante como seus servos invertendo por completo o que ele disse.

O Cristo tinha por definição ser Filho de Deus, mas não ser o próprio Deus. Ele rejeitou esse pensamento confuso e por prática, anti-Cristo.

Então, Jesus explorou de forma sábia esta contradição parafraseando as próprias escrituras, em particular aquelas atribuídas ao próprio Davi.


Disse-lhes ele: Como é então que Davi, em espírito, lhe chama Senhor, dizendo:
Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, Até que eu ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés?

Mateus 22:43-44


Vê se aqui que Jesus trocou o nome de Davi, dando-lhe o título que os Fariseus deram a Davi: Deus. Então, a contradição aberrante ficou clara para até os cegos verem.



Se Davi, pois, lhe chama Senhor, como é seu filho?
Mateus 22:45


Se olharmos os Salmos, realmente está escrito de SENHOR ao Senhor, mas aqui se esconde a corrupção. Pois os Salmos seriam os Escritos de Daví, qual anteriormente teria recordado a seguinte passagem, algo que lhe fora revelado:

Proclamarei o decreto: o Senhor me disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei.

Salmos 2:7


Jesus como sábio, conhecedor das Escrituras sintetizou rapidamente a crença dos Fariseus e as Escrituras que eles vinham falsificando há anos a fio, e deixou-os em frangalhos com alegações tão ridículas, que esboçar uma defesa seria um atestado de lunático, insano.

A provável reformulação que os Fariseus fizeram, corromperam as escrituras a este ponto.


Como, pois, dizeis: Nós somos sábios, e a lei do Senhor está conosco? Eis que em vão tem trabalhado a falsa pena dos escribas.
Jeremias 8:8


Na prática, os Fariseus ficaram sem como poder explicar: Como poderia alguém ser Filho, e Pai de si mesmo?!

Teria de ser decidido, ou um ou outro.

Ambas as afirmações não podem ser verdadeiras ao mesmo tempo.



E ninguém podia responder-lhe uma palavra; nem desde aquele dia ousou mais alguém interrogá-lo.
Mateus 22:46



Eles não tiveram reação, se calaram...

...

Quando em ocasião dos Fariseus entregarem Jesus e exigirem sua crucificação, eles explicam:



Responderam-lhe os judeus: Nós temos uma lei e, segundo a nossa lei, deve morrer, porque se fez Filho de Deus.
João 19:7



Se não for o suficiente para quem for incapaz de por exemplo, repetir o que Jesus fez com as Escrituras do Antigo Testamento nas seguintes ocasiões:



E perto da hora nona exclamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactâni; isto é, Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?
Mateus 27:46



Se ele era o próprio Deus, como ele pode exclamar em voz alta que Deus o abandonou - tudo em terceira pessoa? 

Poderia Deus abandonar a si mesmo?
Mas, há mais nas Escrituras como registra Mateus no Jardim do Getsêmani.

E aconteceu que, quando Jesus concluiu todos estes discursos, disse aos seus discípulos: 
Bem sabeis que daqui a dois dias é a páscoa; e o Filho do homem será entregue para ser crucificado.

Mateus 26:1-2



E essa é ainda mais contraditória com a narrativa que investigamos. Jesus orou a Deus por três vezes, e colocou a vontade de Deus como não sendo sua própria. Já seria estranho um Deus orar a si mesmo, e é mais estranho ainda ele afirmar que a vontade de Deus não é dele, mesmo ele sendo Deus.

E, indo segunda vez, orou, dizendo: Pai meu, se este cálice não pode passar de mim sem eu o beber, faça-se a tua vontade.
Mateus 26:42



Agora voltando ao Capítulo de João, continua-se a discussão.



E, se na verdade julgo, o meu juízo é verdadeiro, porque não sou eu , mas eu e o Pai que me enviou.
E na vossa lei está também escrito que o testemunho de dois homens é verdadeiro.
Eu sou o que testifico de mim mesmo, e de mim testifica também o Pai que me enviou.
Disseram-lhe, pois: Onde está teu Pai? Jesus respondeu: Não me conheceis a mim, nem a meu Pai; se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai.
João 8:16-19

E assim como os Fariseus, estas denominações Cristãs continuam sem entender, ou entendem e falsificam, e ignoram as próprias Escrituras.


Mas não entenderam que ele lhes falava do Pai.
Disse-lhes, pois, Jesus: Quando levantardes o Filho do homem, então conhecereis que EU SOU, e que nada faço por mim mesmo; mas isto falo como meu Pai me ensinou.
E aquele que me enviou está comigo. O Pai não me tem deixado só, porque eu faço sempre o que lhe agrada.
João 8:27-29


Isso é, Jesus afirma que ele o Pai está junto com ele, com a condição de que ele observa os seus ensinamentos e unicamente por isso são reconhecíveis até para os cegos, e não porque são a mesma pessoa no mesmo tempo e espaço.

Ela tem tudo a ver com o que o Profeta Jeremias ouviu de Deus:

Mas isto lhes ordenei, dizendo: Dai ouvidos à minha voz, e eu serei o vosso Deus, e vós sereis o meu povo; e andai em todo o caminho que eu vos mandar, para que vos vá bem.
Mas não ouviram, nem inclinaram os seus ouvidos, mas andaram nos seus próprios conselhos, no propósito do seu coração malvado; e andaram para trás, e não para diante. 
Jeremias 7:24


Como Jesus disse após tanta discussão e eles não reconhecerem um Filho de Deus, ele conclui que eles não são de Deus.
Depois que ele explicou, as Escrituras ressaltam:



Dizendo ele estas coisas, muitos creram nele.
João 8:30 


Destes muitos que creram nenhum deles eram os Fariseus, somente os habitantes da Judéia, portanto Judeus, e isso ficará bem claro no decorrer deste único capítulo.




Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos;
E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.
Responderam-lhe: Somos descendência de Abraão, e nunca servimos a ninguém; como dizes tu: Sereis livres?
Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado.
Ora o servo não fica para sempre em casa; o Filho fica para sempre.
Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.
Bem sei que sois descendência de Abraão; contudo, procurais matar-me, porque a minha palavra não entra em vós.
Eu falo do que vi junto de meu Pai, e vós fazeis o que também vistes junto de vosso pai.
Responderam, e disseram-lhe: Nosso pai é Abraão. Jesus disse-lhes: Se fôsseis filhos de Abraão, faríeis as obras de Abraão.
Mas agora procurais matar-me, a mim, homem que vos tem dito a verdade que de Deus tem ouvido; Abraão não fez isto.
Vós fazeis as obras de vosso pai. Disseram-lhe, pois: Nós não somos nascidos de fornicação; temos um Pai, que é Deus.
Disse-lhes, pois, Jesus: Se Deus fosse o vosso Pai, certamente me amaríeis, pois que eu saí, e vim de Deus; não vim de mim mesmo, mas ele me enviou.
Por que não entendeis a minha linguagem? Por não poderdes ouvir a minha palavra.
Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira. 
João 8:38-44


Toda essa teoria desmorona aqui, o próprio Jesus ressalta que não veio de si mesmo:
...pois que eu saíe vim de Deusnão vim de mim mesmomas ele me enviou...


Então, para finalizar de como estavam longes de entender os Fariseus, eles quase apedrejaram Jesus por acreditar que ele estava dizendo ser o próprio Deus ao dizer 'EU SOU' e que havia visto Abraão.


Quem é de Deus escuta as palavras de Deus; por isso vós não as escutais, porque não sois de Deus.
Responderam, pois, os judeus, e disseram-lhe: Não dizemos nós bem que és samaritano, e que tens demônio?
Jesus respondeu: Eu não tenho demônio, antes honro a meu Pai, e vós me desonrais.
Eu não busco a minha glória; há quem a busque, e julgue.
Em verdade, em verdade vos digo que, se alguém guardar a minha palavra, nunca verá a morte.
Disseram-lhe, pois, os judeus: Agora conhecemos que tens demônio. Morreu Abraão e os profetas; e tu dizes: Se alguém guardar a minha palavra, nunca provará a morte.
És tu maior do que o nosso pai Abraão, que morreu? E também os profetas morreram. Quem te fazes tu ser?
Jesus respondeu: Se eu me glorifico a mim mesmo, a minha glória não é nada; quem me glorifica é meu Pai, o qual dizeis que é vosso Deus.
E vós não o conheceis, mas eu conheço-o. E, se disser que o não conheço, serei mentiroso como vós; mas conheço-o e guardo a sua palavra.
Abraão, vosso pai, exultou por ver o meu dia, e viu-o, e alegrou-se.
Disseram-lhe, pois, os judeus: Ainda não tens cinqüenta anos, e viste Abraão?
Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou.
Então pegaram em pedras para lhe atirarem; mas Jesus ocultou-se, e saiu do templo, passando pelo meio deles, e assim se retirou.
João 8:47-59 


Nunca é demais ressaltar, se vemos alguém nos falar que tem um Pai concluímos que ele é um Filho, obviamente.

Por tanto em todo o tempo da discussão Jesus estava apontando que ele era Filho de Deus, enviado por ele, ensinado por ele, e falava o que ele havia o instruído. Ele disse, repetiu, desenhou, mas não adiantou para os cegos...

Seria um profeta, escolhido por Deus pra ensinar ao homem o caminho, seu caminho. Ele era a Luz, um guia para iluminar a humanidade.

Os Fariseus porém se negaram a reconhecer tal coisa sempre se colocando como maior autoridade, acreditavam que estavam diante de um homem que afirmava ser Deus pois ouviam o que queriam ouvir, para terem motivos para matá-lo. Nesta ocasião o tomavam literalmente quando disse:


Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou.



Estranhamente quando Moisés afirmou no alto da Montanha:


 

EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós.
Êxodo 3:14 



Ninguém desejou apedrejá-lo, pois reconheciam que ele estava 'traduzindo' o que Deus estaria falando.



Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar.
Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo.
João 9:4-5


Como afirmado anteriormente, há de se usar a lógica. Não é possível enxergarmos sem a luz, que foi criada por Deus.

Tornaram, pois, a dizer ao cego: Tu, que dizes daquele que te abriu os olhos? E ele respondeu: Que é profeta.
João 9:17


Aquele que era a Luz do Mundo, fez o homem cego ver a verdade sem dizer uma única palavra. Simplesmente a obra Dele falou por ele.

Verdadeiramente, Jesus acertou ao exclamar aos Fariseus:



Ai de vós, condutores cegos!...
Mateus 23:16

Não poderia estar mais de acordo do que isso...

Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.
João 20:31

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Jesus Judeu ou Yahshua Essênio?!

Muito ouvimos sobre Jesus e sua origem Judaíca. Este assunto sempre é abordado de forma a entender que Jesus foi um fiel seguidor e praticante das Leis ditas “Mosaícas”, incluindo o sacrifício vicariante de animais, especialmente com a imolação do cordeiro na Páscoa, a postura patriarcal de submissão da mulher ao homem, o comer Kosher, entre outros regras do Judaísmo encontradas no Pentateuco.

Mas será que de fato as Leis do Velho Testamento e seus reflexos no Novo Testamento são mesmo originais do Judaísmo e foram praticados por Jesus o Nazareno?

Certamente sua crucificação ocorreu por afronta a Lei que perdurava majoritariamente entre os Fariseus e Sadoceus, e não pelo cumprimento desta lei, pois se ele realmente fosse um Judeu fiel, não teria recebido a sentença de morte de “seus irmãos”, mas sim um grande trono para reinar como Supremo Sacerdote dos Judeus, sendo reconhecido como o Meshiakh.

Relatos, em grande parte anteriores a versão mais antiga da Bíblia, trazidos por Fílo, Plínio, Joséfo, Solino, Porfírio, Eusébio, Epifânio, Crisostomo e Hipólito de Roma, somados aos Manuscritos do Mar Morto e outras descobertas históricas dos últimos séculos, traçam uma descrição mais cristalina sobre o antes desconhecido povo Essênio, um dos 3 principais grupos Judeus existentes na época de Jesus.

Estes relatos nos apresentam, basicamente, 2 grupos de Essênios: os Ossaenos, os quais viviam na região sul da palestina, possivelmente em Qunram, e os Nazarenos, ao Norte da Palestina, na Região do Monte Carmel.

A história nos diz que os Essênios compartilhavam todos os bens que possuíam, eram vegetarianos frugívoros, não fabricavam qualquer tipo de armas, são donos do registros mais antigo de condenação à escravidão humana, eram mestres arboculturistas e pastores, grandes conhecedores dos efeitos curativos da nutrição, do jejum, das ervas, das pedras, do sol, da água e da oração, eram famoso por sua eficiência na cura dos doentes e a caridade aos pobres, andavam em grupos de 12 (1 sacerdote, 12 discípulos, sendo 3 mais próximos ao Sacerdote), vestindo-se sempre com linho branco, são inegavelmente os praticantes originais do batismo, e tudo indica que João Batista, primo de Jesus, foi um Ossaeno de Qunram. Os Essênios da santa congregação nazarena, localizada na região norte da palestina aos pés do Monte Carmel tinham longas barbas e cabelos, o que está de acordo com a referência histórica mais antiga sobre a imagem de Jesus, encontrada no Vaticano.

Plínio, Joséfo e Fílo, homens que verdadeiramente conheceram os Essênios disseram sobre a reputação deles:

Plínio


Uma raça por eles próprios, mais notáveis do que qualquer outra no mundo...


Joséfo


Eles mostravam mais amor do que os outros e viviam uma vida mais ética. Acertadamente, mereciam ser chamados um exemplo para a vida das outras pessoas... Da firmeza de suas mentes em todas as situações, a guerra com os Romanos deu ampla prova; nessa guerra, embora fossem torturados, suplicados na roda, queimados, esmagados e submetidos a todos os instrumentos de tortura para que fossem obrigados a blasfemar contra o legislador e a comer o que era proibido, ainda assim não foi possível obrigá-los à fazer qualquer uma destas coisas, tampouco, nem sequer uma vez bajulavam suas algozes ou derramavam uma lágrima mas, sorrindo em meio aos tormentos e caçoando do que os torturavam, alegremente entregavam suas almas, como se em breve fossem recebe-las de volta outra vez...

Filo


Viviam cada dia em constante e inalterada santidade...

Em relação a origem dos Essênios, Joséfo declara que eles existiram:

...desde tempos imemoriais...

e

...em incontáveis gerações...

Fílo concorda, chamando os Essênios de:

...os mais antigos de todos os iniciados...

com um

...ensinamento perpetuado através de um imenso espaço de eras...


e o consenso entre os relatos que Sua origem está perdida na pré-história com certas lendas antigas conectando-as com Enoch.

Frankel em sua obra “Zeitschrift für die religiösen Interessen dês Judenthums, 1846”, nos orienta:

...nos tempos primitivos existiam somente Essênios (Chassidins), o nome Perush (Fariseus) ainda não era conhecido, só mais tarde, é que o nome Fariseu parece indicar os Judeus menos estritos...

Edwald, na segunda edição do quarto volume de sua História Judaica, 1852, nos trás mais luz sobre os Chassidin:

...eles representam o desenvolvimento direto e legítimo do Judaísmo...

O historiador Jost em seu livro A História do Judaísmo, 1857, nos diz:

Os Essênios são exatamente o que os outros Rabis desejavam ser...

O Professor Hilgenfeld, de Iena, nos diz que os Essênios eram Os Judeus Legítimos e que devem ser considerados como os sucessores dos antigos profetas, os continuadores da escola profética.

Se analisarmos a origem etimológica, a palavra Fariseu significa: "separado" ou “segregado”, com mais elementos fica claro compreender que eles receberam esta nomenclatura por se separarem de um grupo original, o dos Essênios.

O antigo erudito Filo, sendo citado por Eusébio em sua Praep. Evang,VIII, 11, do tratado perdido com o título de Apologia aos Judeus nos revela algo surpreendente:

Nosso legislador, Moisés, formou inúmeros discípulos numa comunidade chamada Essênios, que, como parece, obteve esse nome em virtude de sua santidade...

O atual erudito Rabi Harvey Falk, e obras como O Livro Essênio de Moisés confirmam que as verdadeiras Leis de Moisés foram dadas aos Essênios, pois a massa Judaíca não tinham capacidade para compreendê-las ou praticá-las.

A história apresenta, em diversos momentos, Essênios como Cristãos Primitivos, e suas práticas se confundem dada a grande semelhança.

São Jerônimo, São João Crisóstomos, Clemente de Alexandria, Eusébio, Irineu, Plínio, governador da Bitínia (onde Pedro pregou, atual Turquia), Sêneca, filósofo e tutor de Nero e contemporâneo de Jesus Cristo, são fontes que variam da contemporaneidade até o séc. 4 D.C., e apesar serem algumas Cristãs e outras anti-Cristãs todas concordam em um específico ponto:

Os Cristãos originais não comiam qualquer tipo de carne...

Os documentos da antiga Igreja indicam que a ingestão de carne não era oficialmente permitida até o século 4, quando o imperador Constantino decidiu que a sua versão de Cristianismo seria imposta a todas as pessoas, data que coincide com o desaparecimento dos Essênios e o massacre dos Cristãos Primitivos.

Depois dele, os Cristãos vegetarianos tiveram que manter sua prática em segredo, sob o risco de serem condenados a beber chumbo derretido por heresia.

Representantes da linha mais pura do Judaísmo, os Essênios alertavam contra as falsificações do AT, onde foi introduzido o sacrifício vicariante de animais para a remissão dos pecados dos homens, por meio de ritos pagãos absorvidos no cativeiro babilônico, onde inclusive sacrifícios humanos eram oferecidos aos “Deuses”.

A confirmação de que os Essênios adotavam outras leis que não a dos Judeus babilonizados, ficou clara com a descoberta dos Manuscritos do Mar Morto e a aparição de diversas obras, tais como o Gênesis Essênio, o que comprovou que os Hassidins, ramos mais puro do Judaísmo, usavam uma Lei distinta da preconizada pela massa.

Epiphanio, em seu Panarion, nos confirma a existência de 2 linhas distintas de Essênios, vejamos o que ele diz sobre uma delas:

Os Nazarenos – eram Judeus por nacionalidade – originalmente de Gileaditis (para onde os primeiros seguidores de Jesus fugiram após o martírio de Tiago o irmão de Jesus), Bashanitis e da Transjordon. Eles reconhecem Moisés e acreditam que ele recebeu as Leis – entretanto não esta Lei (Pentateuco), mas outra. Portanto, eles eram Judeus que mantinham todas as observâncias Judaicas, mas eles não ofereciam sacrifícios ou comiam carne. Eles consideravam uma transgressão da Lei comer carnes ou fazer sacrifícios com ela. Eles clamavam que aqueles livros eram ficções, e que nenhum destes costumes foram instituidos pelos Patriarcas.

Em seu livro Adv. Haer., Livro 1, ord. XIX, pág. 39, Epifânio, ainda, falando sobre um Essênio nos informa:

...ele rejeita as cerimônias de sacrifícios do altar como repulsivas à divindade, e que, de acordo com o pensamento dos padres e da Lei Mosáica, jamais foram oferecidos ao Senhor... Rejeita o consumo de carne animal, comum entre os Judeus, e outras coisas; e mais ainda, o altar e o fogo do sacrifício como estranhos à divindade...

Estas informações nos ajudam a entender que, Jesus foi um Judeu, mas não qualquer tipo de Judeu, e sim um Chassidin (Essênio) Nazareno Ebionita do Monte Carmel.

Os livros adotados pelos Judeus Fariseus desde aquela época até os dias atuais são os livros rejeitados pelos Nazarenos do passado e do presente, bem como o Novo Testamento Canônico não é considerada a obra original da vida de Jesus, mas sim O Evangelho dos Doze Santos, obra referida por antiqüíssimos relatos dos anais do Cristianismo, redescoberta, traduzida e publicada em 1880.

Perfil do Autor: Flávio
Postagem Original: Jesus Judeu ou Yahshua Essênio?!

Meus Comentários

A grande maioria dos Cristãos e outros leigos em assuntos ditos religiosos, sempre tomam o Judaísmo como sendo uma religião, uma tradição ou seita - porém, este é um grande engano. O Judaísmo não, e nunca foi uma religião, e sim legislações ditas 'religiosas'. No Hebraíco mais antigo, tal palavra 'religião' nem mesmo existe. É uma invenção muito posterior.

Veja que, tal palavra 'religião' jamais foi usada em qualquer canto do Pentateuco, sim como sendo um povo distinto dos demais.

Alguns se deixam enganar pela falácia de que Jesus é o mesmo tipo de Judeu, isso é, seguidor da 'tradição' Judaíca. Os Fariseus na verdade, tentaram assassiná-lo e falharam. Estes assassinos, vís, sucederam em matar inúmeros profetas porque suas palavras não os agradavam.

Da mesma forma, este mestre não poupou palavras duras e julgamentos precisos, e por isto, esteve sob a mira dos Sacerdotes todo o tempo que esteve em Jerusalém.

No artigo Judaísmo, olhando-se a definição é dito:

A clear and concise definition of Judaism is very difficult to give, for the reason that it is not a religion pure and simple based upon accepted creeds, like Christianity or Buddhism, but is one inseparably connected with the Jewish nation as the depository and guardian of the truths held by it for mankind. Furthermore, it is as a law, or system of laws, given by God on Sinai that Judaism is chiefly represented in Scripture and tradition, the religious doctrines being only implicitly or occasionally stated; wherefore it is frequently asserted that Judaism is a theocracy (Josephus, "Contra Ap." ii. 16), a religious legislation for the Jewish people, but not a religion.

Tradução

Uma clara e concisa definição de Judaísmo é bem difícil de apresentar, pela razão de que não é uma religião pura e simples baseada em credos aceitos, como Cristianismo ou Budismo, mas é inseparávelmente conectada com a nação Judaíca como depositora e guardiã das verdades destinadas para a humanidade. Ademais, é uma lei, ou sistema de leis, dadas por Deus no Sinai que o Judaísmo é representado principalmente em Escrituras e tradição,as doutrinas religiosas sendo implícitamente ou ocasionalmente mencionadas; porém é frequentemente afirmado que o Judaísmo é uma teocracia (Josephus, "Contra Ap." ii. 16), uma legislação religiosa para o povo Judeu, mas não uma religião.
Fonte: Jewish Encyclopedia

Outro equívoco é a tradução errada de Jesus de Nazaré, tendo como justificativa de que este seria o local de seu nascimento, ou de estadia. Se fosse porém, para nomeá-lo de acordo com o local de origem o correto seria 'Jesus de Belém'. Belém estava localizado na Judéia, no momento de sua vida era uma província Romana.

Então, estabelece-se o fato de que Jesus era de fato um Judeu, por nacionalidade - e por crença, um Essênio.

Recentes escavações no Oriente Médio, descobriram uma área rural pequena que acredita-se ser a cidade de Nazaré. Não ficou definido porém, desde quando tal local existe para dizer com alguma segurança de que Jesus tomou conhecimento de tal cidade.

O que existe porém com este nome, era uma seita chamada Nazarenos. O livro escrito provavelmente por Lucas, um seguidor do Assassino de Cristãos, Paulo de Tarso se refere à Jesus o Nazareno, e não Jesus de Nazaré. Vale lembrar que Pilátos cunhou uma placa que foi colocada acima da cruz com os dizeres "INRI - Iesvs Nazarenvs Rex Ivdaerivm", isto é, "Jesus o Nazareno, Rei dos Judeus".

Bibliografia: Escavações em Nazaré

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

O Túmulo de Moisés na Caxemira

Encontramos na Bíblia cinco pontos de referência que nos levam ao túmulo de Moisés (cf. Deuteronômio 34): as planícies de Moab, o Monte Nebo nas montanhas de Abarim, o cume do Monte Pisga, Bet-peor e Hesebon. A "terra prometida" foi expressamente reservada para os filhos de Israel e não para todos os hebreus (Números 27:12). Essa terra deve se situar além do rio Jordão. Se fosse possível localizar a "terra prometida".

Literalmente, Bet-peor significa "lugar que se abre", como um vale, por exemplo, que se abre numa planície. O rio Jhelum, situado ao norte de Caxemira, chama-se "Behat" em persa, e a pequena cidade de Bandipur, situada onde o vale do Jhelum se abre para a vasta planície do lago Wular, chamava-se antigamente Behat-poor. Bet-peor transformou-se em Behat-poor, hoje Bandipur, na região de Tehsil Sopore, a 80 quilômetros ao norte de Srinagar, capital da Caxemira. A aproximadamente 18 quilômetros de Bandipur existe o pequeno povoado de Hasba ou Hasbal, que parece ser a Hesebon mencionada na Bíblia (Deuteronômio 4:46), em conexão com Bet-peor e Pisga. Nos rochedos de Pisga (hoje Pishnag), ao norte de Bandipur e somente a 1,5 quilômetros da cidade de Aham-Sharif, existe uma fonte famosa por suas qualidades medicinais. Na Bíblia, o vale e as planícies de Mowu são chamados de planícies de Moab, terra ideal para pastagens, a cerca de cinco quilômetros ao norte do Monte Nebo. O Monte Nebo, também conhecida como Baal Nebu ou Niltoop, ocupa um lugar de destaque na cordilheira de Abarim e oferece uma vista maravilhosa da cidade de Bandipur e de todo o planalto de Caxemira, sendo sempre mencionado no contexto de Bet-peor. Como se vê, todos os cinco nomes encontram-se bem próximos uns dos outros.

E o senhor lhe disse: Esta é a terra que jurei dar a Abraão, a Isaac e a Jacó, dizendo: 'Eu a darei à tua descendência'. Eu a mostrei aos teus olhos; tu, porém, não atravessarás para lá. Então Moisés, o servo do Senhor, morreu ali, nas terras de Moab, de acordo com a palavra do senhor. E ele o sepultou no vale, na terra de Moab, defronte a Bet-peor; e até hoje ninguém sabe onde é a sua sepultura. (Deuteronômio 34:4-6)

São doze quilômetros de estrada de Bandipur até Aham-Sharif. Dali até o povoado de Booth, ao sopé do Monte Nebo, é preciso ir a pé. A escalada é feita em uma hora por uma íngreme vereda, pouco visível, tomando-se a direção do oeste. O contorno da montanha e sua luxuriante vegetação lembram as colinas da Europa. Após cruzar vários campos, chega-se à aldeia de Booth, situada à base do Monte Nebo ou Ball Nebu, como é chamado pelos habitantes da região. O vigia responsável pelo cemitério chama-se "Wali Rishi" e está encarregado de guiar os turistas a um jardim aberto, que fica um pouco acima da cidadezinha, onde foi construído um pequeno mausoléu, túmulo de uma santa islâmica eremita, Sang Bibi, e de duas de suas adeptas. Bem perto, à sombra da pequena construção de madeira, depara-se com um marco de pedra, sob forma de coluna, elevado a um metro do solo e completamente recoberto de ervas. Esse é o túmulo de Moisés.

"Wali Rishi" explica que os Rishis reverenciam o túmulo há mais de 2700 anos. Esse túmulo encontra-se perto da planície de Moab, próximo ao cume do Pisga, na montanha do Nebo, do outro lado de Bet-peor e, nesse ponto, tem-se uma vista magnífica de uma terra florescente e sempre verde, onde "corre o leite e o mel", um verdadeiro paraíso. Nessa área, como em outras regiões de Caxemira, existem numerosas localidades com nomes bíblicos, alguns dos quais chamados "Muquam-i-Musa", isto é, "o lugar de Moisés". Ao norte de Pisga existe um pequeno lugar às margens do rio conhecido como "Banho de Moisés", de onde se pode admirar uma pedra mágica chamada Ka-Ka-Bal ou Sang-i-Musa (pedra de Moisés) com aproximadamente 70 quilos. A lenda diz que essa pedra tem o poder de levitar e permanecer a um metro do solo se onze pessoas a tocarem com um dedo, pronunciando ao mesmo tempo, a fórmula mágica "ka-ka, ka-ka". Tanto o número onze como a pedra representam as tribos de Israel.

Um outro lugar que recebeu a influência do nome de Moisés encontra-se perto de Auth Wattu (os oito caminhos), nas proximidades de Handwara Teshil. Os rochedos junto à confluência dos rios Jhelum e Sindh (não o Indo), ao norte de Srinagar, perto de Shadipur, foram batizados com o nome de Kohna-i-Musa, "a pedra angular de Moisés". Acredita-se que Moisés tenha repousado sobre essa rocha. Ayat-i-Maula (Aitmul significa "o sinal de Deus"), a cerca de três quilômetros ao norte de Bandipur, é outra localidade onde se diz que Moisés descansou.

Jesus Viveu na Índia de Holger Kersten, páginas 59-63.

Nome na língua de Caxemira - Nome bíblico - Referência Bíblica

Amal - Amal - 1 Crôn. 7:35
Asheria - Asher - Gênesis 30:13
Attai - Attai - 1 Crôn. 12:11
Bal - Baal - 1 Crôn. 5:5
Bala - Balah - Josué 19:3
Bera - Beerah - 1 Crôn. 5:6
Gabba - Gaba - Josué 18:24
Gaddi - Gani - Números 13:11
Gani - Gani - 1 Crôn. 7:13
Gomer - Gomer - Gênesis 10:2
Agurn (Kulgam) - Agur - Provérbios 30:1
Ajas (Srinagar) - Ajah - Gênesis 36:24
Amonu (Anantnag) - Amon - 1 Reis 22:26
Amariah (Srinagar) - Amariah - 1 Crôn. 23:19
Aror (Awantipur) - Balpeor - Números 25:3
Behatpoor (Handwara) - Bet-peor - Deuteronômio 34:6
Birsu (Awantipur) - Birsha - Gênesis 14:2
Harwan (Srinagar) - Haram - 2 Reis 19:12

...e assim por diante!

A tua habitação está no meio do engano; pelo engano recusam conhecer-me, diz o SENHOR. (Jeremias 9:6)

Manu - Manes - Minos - Moisés

As coisas se tornam mais fáceis e claras se partimos de algumas figuras representativas das principais linhas culturais do Oriente. No Século 19, foi levantada a hipótese de certos paralelos. Assim, na Índia antiga, o legislador e político era conhecido pelo nome de Manu. No Egito, por Manes. Minos era o nome do rei de Creta que foi estudar no Egito as leis que ele pretendia introduzir na Grécia. O líder do povo hebreu que nos legou os dez mandamentos chamava-se Moisés. Manu, Manes, Minos e Moisés, dada a enorme influência que exerciam na história da humanidade, estavam destinados a mudar a face do mundo. Todos os quatro estatuíram as leis que continuariam a ter força no futuro, alicerçando as sociedades sacerdotais e teocráticas. Todos procederam de acordo com um modelo arquetípico muito mais evidente que as meras semelhanças dos nome e instituíções que eles criaram.

Manu é uma palavra sânscrita que significa "um homem de qualidades excepcionais, um dispensador da lei". Os quatro nomes acima citados têm uma origem sânscrita comum.
Sempre, na aurora de todas as civilizações, surgem seres predestinados a grandes feitos, a conduzir as massas, a mover as engrenagens do progresso ou a governar. Em vez de se deixarem dominar pela sede de poder que tanta atração exerce sobre pessoas incultas, preferem, como líderes espirituais ou culturais, usar do poder que lhes foi concedido, para viver em harmonia com o Ser Supremo que existe na consciência de todos os homens. Envoltos por uma auréola de mistério, suas origens e suas vidas transformam-se em lendas. São chamados "profetas" ou "emissários de Deus" e reformulam as obscuras revelações do passado que só eles sabem interpretar. Em suas mãos habilidosas, toda realidade pode ser transformada numa manifestação do poder celestial que eles têm condições de invocar ou aplacar. Magos da Índia e de Israel, por exemplo, colocar uma serpente em estado catatônico, exibí-la como um cajado diante de todos e depois fazê-la voltar ao seu estado normal. Esse é, aliás, um truque muito popular no repertório dos faquíres.

Os adeptos e intérpretes literais das leis de Manu, aliando-se à mais influente casta dos brâmanes e dos sacerdotes, desequilibraram a estrutura social dos Vedas, causando assim o declínio e a ruína de seu povo, que, posteriormente, iria ser sufocada sob o corrupto domínio sacerdotal. Da mesma forma, aqueles que documentaram a tradição oral de Moisés se apegaram, sobretudo, ao comportamento despótico de seus predecessores, quando no governo do povo de Israel (ou filhos de Deus).

Jesus Viveu na Índia de Holger Kersten, páginas 52-54.

domingo, 30 de agosto de 2009

Paulo de Tarso a fraude

Saulo de Tarso escreveu sobre sí mesmo:
II Coríntios 12:16

Mas seja assim; eu não vos fui pesado mas, sendo astuto, vos tomei com dolo.

Vejamos o que o Dicionário Aurélio nos diz de dolo.

dolo
(ó) [Do lat. dolu.]
Substantivo masculino.

1. Qualquer ato consciente com que alguém induz, mantém ou confirma outrem em erro; má-fé, logro, fraude, astúcia; maquinação.
2. Jur. Vontade conscientemente dirigida ao fim de obter um resultado criminoso ou de assumir o risco de o produzir. [Cf. culpa (6).]

Saulo de Tarso se descreve como astuto e doloso, isto é: maquinador, fraudulento.

Ele diz que "viu" Jesus, mas na verdade o que ele "viu" foi como deturpar a mensagem do mestre escrevendo sua própria visão Farisaica doente.

É mais fácil para ele se identificar como alguém importante, supostamente do lado de todos, e no todo ele incluí pagãos de toda sorte, ladrões, facínoras, Judeus, e outros cidadãos, prometendo desonestamente o reino dos céus para todos, somente precisando o cidadão aceitar o 'sacrifício' de Jesus, o sangue derramado.

E pronto, estariam todos 'salvos'.

Jesus ensina que as obras salvariam os seus seguidores.

Paulo de Tarso ensinou que a 'graça' os salvaria, adquirida pela oblação de Jesus.

Em particular, esta aberração pagã, derramamento de sangue, já incluí pagãos na doutrina que o mestre expôs, em total desacordo.

Sabemos que ele não tem nenhum outro testemunho importante, somente ele mesmo e um punhado de homens que não estiveram nunca com Jesus.

Os Fariseus certa vez disseram à Jesus:
João 8:13

Disseram-lhe, pois, os fariseus: Tu testificas de ti mesmo; o teu testemunho não é verdadeiro.

Segundo os próprios Fariseus e suas leis, Saulo de Tarso não é digno de confiança nem deles.

Para os Cristãos ele não merece a confiança, ainda mais por ser um assassino.


Em ocasião de seu julgamento, ele se identificou como um Fariseu, filho de Fariseu, e não seguidor de Jesus, e por isto foi poupado pelos seus amigos.
Atos 23:6

...eu sou fariseu, filho de fariseu...

Jesus não escolheu os Fariseus pra passar sua mensagem, não escolheu Paulo para isso; disse que eles eram malditos, cegos e hipócritas, até as prostitutas os salteadores entravam no céu na frente deles.

Saulo de Tarso ensina que Jesus se "sacrificou" para salvar a humanidade; no entanto ele acusa os Judeus de matarem Jesus e os profetas. Uma acusação da qual até os Judeus se esquivam usando os Romanos como bode expiatório de suas falcatruas.

Certamente um homem não pode sacrificar-se e ser assassinado ao mesmo tempo, já que a vida é uma só.
I Tessalonicenses 2:14-15

Porque vós, irmãos, haveis sido feitos imitadores das igrejas de Deus que na Judéia estão em Jesus Cristo; porquanto também padecestes de vossos próprios concidadãos o mesmo que os judeus lhes fizeram a eles, Os quais também mataram o Senhor Jesus e os seus próprios profetas, e nos têm perseguido; e não agradam a Deus, e são contrários a todos os homens...

Esta passagem é interessante, pois Saulo de Tarso que fazia o trabalho de perseguição aos Cristãos, reclama dela agora como um pobre coitadinho. Ele devia gastar um galão de óleo de peróba por dia pra mantêr o brilho da cara-de-pau.

Jesus diz:
Evangelho dos Doze Santos

Nenhuma oferenda de sangue, de besta, de pássaro ou de homem pode tirar o pecado. Como pode a consciência ser purgada de pecado pelo derramamento de sangue inocente?

Esta visão já estava de acordo com seu antecessor, o profeta Jeremias que afirmava que os Sacerdotes de sua época já haviam deturpado os ensinamentos e inserido seus maus costumes na tradição.
Jeremias 7:21-22

Assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel: Ajuntai os vossos holocaustos aos vossos sacrifícios, e comei carne. Porque nunca falei a vossos pais, no dia em que os tirei da terra do Egito, nem lhes ordenei coisa alguma acerca de holocaustos ou sacrifícios.

Também de acordo com as palavras de Isaías que falando dos "sacrifícios" e "holocaustos" feitos pelo seus compatriotas, diz que isso nunca foi comandado:
Isaías 1:12-15

Quando vindes para comparecer perante mim, quem requereu isto de vossas mãos, que viésseis a pisar os meus átrios? Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação, e as luas novas, e os sábados, e a convocação das assembléias; não posso suportar iniqüidade, nem mesmo a reunião solene. As vossas luas novas, e as vossas solenidades, a minha alma as odeia; já me são pesadas; já estou cansado de as sofrer. Por isso, quando estendeis as vossas mãos, escondo de vós os meus olhos; e ainda que multipliqueis as vossas orações, não as ouvirei, porque as vossas mãos estão cheias de sangue...

Por fim, ele foi decapitado com uma espada.
Mateus 26:52

E
ntão Jesus disse-lhe: Embainha a tua espada; porque todos os que lançarem mão da espada, à espada morrerão...